Por Débora Evangelista
A caridade começa com quem está próximo. E talvez ela seja a forma com que você decide tratar, valorizar e preservar a individualidade daqueles com quem convive. A caridade emerge quanto você é complacente consigo mesmo, quando já foi auxiliado e respeitado e pode fazer o mesmo pelo outro naturalmente. Sem holofotes, sem considerar o outro menor ou carente, compreendendo que quem precisa está no momento precioso de saber receber. Apenas isto. Esta disposição incondicional em valorizar e cuidar de alguém precisa estar presente nas pequenas delicadezas do dia a dia. No momento em que você opta pelo silêncio, onde você abdica da maledicência que de forma equivocada lhe oferece um falso poder e invalida o outro. A caridade se faz presente quando você guarda um segredo, quando não acompanha e comenta como a uma novela a vida do outro, quando pode auxiliar alguém em início de carreira, quando compartilha o trabalho de alguém, quando serve ao outro o melhor de si. A caridade não precisa de alarde, não é passaporte para se tornar melhor, não é certeza de perdão cármico, não é disfarçadamente em uma triagem pegar algo para você trocando por uma sua pior. Caridade é abrir o coração. São as coisas que você escolhe fazer e que ninguém vê. É dar sem sentir que isto seja uma troca onde você se beneficia. A caridade é um ato que se realiza de forma rápida, silenciosa, respeitosa e espontânea. Se no fazer precisa aparecer, você então você não compreendeu nada. Retorne ao começo e reconsidere! Lindo dia!

