Por Débora Evangelista
As histórias que contamos a nós mesmos e aos outros, nem sempre são as mais isentas. Porque é natural que ao relatar alguma percepção, como o que estou fazendo agora por meio da escrita, ela esteja de alguma forma permeada pelos meus próprios conteúdos, muitos até inconscientes, oferecendo o colorido, o tom e o ritmo daquilo que desejo expressar ou facilitar. Portanto nenhuma ideia é isenta daquilo que seu criador acredita, vivencia, estuda ou recebe como formação e experiência. Mesmo que uma técnica, uma teoria, um dogma ou escritura estejam sendo compartilhados por alguém, sempre há o filtro do canal, daquele que se comunica por meio de seus modelos mentais e a sua forma de ver a vida. Saber fazer a escuta do outro, significa saber um pouco daquilo que permeia o Universo dele. É possível abrir-se ao aprendizado de saberes e formas de viver que podem oferecer preciosos insights para a sua própria experiência. Pessoas são muito interessantes e observar pode trazer muita riqueza sobre nossa humanidade. Contribui para o nosso aprendizado e na formação de um pensamento crítico, abrangente, inteligente e sistêmico. Nesta interação, o coração compassivo se torna um aliado incrível quando se acolhe e compreende sem excessiva comiseração pelo outro, mas com a força da escuta que pode apoiar, instruir e reconhecer valores importantes que não os seus próprios. A vida não é partida, ela é inteira. Lindo dia!

