O Eu Divino
Publicado em: 26 out. 2026

Por Débora Evangelista

A compaixão é o exercício da compreensão amorosa pela dor do outro. Mas para saber da dor do outro, é preciso saber que somente se chega a esta percepção por meio do aprendizado da própria dor. Mas este outro não pode ser visto como alguém indefeso ou digno daquilo que se denomina de “pena”. Quando você observa que alguém em alguma dimensão possa parecer menos privilegiado que você, de alguma forma, você não está observando a grandeza e a dignidade que este ser carrega apesar de suas dificuldades e comprometimentos cármicos. O “Eu Divino” habita todos os corações e vibra forte, apesar das vicissitudes. Esta presença pode ser reconhecida como luz e potencialidade. Quando você oferece alimento físico, mental, emocional ou espiritual a alguém que tem fome física ou existencial, você reconhece que esta pessoa está auxiliando você a trabalhar a sua própria compaixão e humanidade. Quando você percebe que você também é digno de compaixão, porque em alguma dimensão também tem fome de alguma coisa, então você compreendeu: a mão que estende ajuda, também é auxiliada. Dar e receber acontecem espontaneamente e assim, o outro que parecia menos favorecido, o favorece. Oferece a oportunidade do exercício da compaixão, a troca que acontece de coração para coração. A divindade brinda a todos com presença e guiança. Permita que a sua luz comungue com tudo o que existe. Esteja além das aparências, das dualidades, das posições e de toda separabilidade que parece oferecer algum tipo de superioridade sobre qualquer pessoa ou condição. A vida é inteira! Lindo dia!

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