Por Débora Evangelista
Toda história tem a sua versão contada. E todo conto tem bastante de quem conta. A versão pessoal sempre é carregada de conteúdos e interesses próprios. Pode-se observar diversas narrativas sobre um mesmo assunto. As cisões nas famílias, nos relacionamentos e no trabalho começam sempre assim, com as versões pessoais. Aquelas histórias que se contam para as pessoas que não estavam presentes, a defesa que é usada em forma de ataque, a projeção pelas coisas mal resolvidas, a tentativa de burlar a verdade por meio da palavra que maldiz. Sempre haverá um injustiçado, um insatisfeito, um ingrato e um culpado. Mas também sempre haverá um satisfeito, um grato e um responsável. A palavra projetada com raiva é uma vergastada que pode durar tempo demais. Pode atravessar gerações, pode propagar a raiva, o ranço. A dor compartilhada com raiva cria um campo perverso. Assim, em tempos de Mercúrio retrogradado e também fora deles, é salutar guardar mais silêncio. Trabalhar problemas sem apontar culpados por eles. Compartilhar venenos torna este alguém mais algoz que o pior vilão de seus contos. Usar deste recurso de meias verdades pode significar faltar contra a sua família, seu trabalho e sua vida. Não semeie tempestades onde um dia você encontrou paz, felicidade e sustento. Seja grato por seus aprendizados e se algo não estiver bem, pule fora. A felicidade não aceita desaforo. Lindo dia!
Débora Evangelista é terapeuta holística com mais de 30 anos de atuação, que une tradição, sabedoria e espiritualidade em um processo profundo e individualizado de desenvolvimento humano. Agende sua consulta: 55 (019) 99762.0846.
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