O tempo das coisas
Publicado em: 13 mar. 2025

Por Débora Evangelista

Algumas coisas deixarão de ser, mesmo que você insista muito em preservá-las. E tentar preservar algo que está deixando de ser é lutar contra a natureza deste algo, é desrespeitar o direito do fim, o caminho destinado. O tempo das coisas flui e nada se pode fazer. Aliás, opor-se a estes movimentos pode significar sofrimento e estagnação. Os tempos de validade não significam que algo deva ser descartado, mas que existe um tempo de encontrar, de nascer, de vicejar e de terminar todas as coisas. Assim, não se lamente pelos tempos idos. Eles vivem nas lembranças mas jamais na presença. Abençoe tudo que foi e abrace tudo o que é. Nem sempre é para sempre, nem sempre se sustenta, nem sempre você deve prosseguir e tolerar para preservar. Deixe que o cristal se quebre, deixe que as coisas passem pois os dissabores sempre acontecem no excesso de convivência, no pouco espaço, nas tentativas de restauro, nos embates de quem teme o abençoado fluir do tempo. Flua, os finais são certos. Os inícios também. Lindo dia!

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