Por Débora Evangelista
Procure aparar todas as arestas no convívio familiar. As arestas estão dentro de você. Na forma como você vê o seu outro, nas vivências experimentada e na manutenção de projeções que somente existem porque o núcleo não sabe viver de outra maneira. A família pode sim crescer, mudar, amadurecer, compreender cada ser como alguém muito maior que seu papel ou função na família. A proposta da vida em ambiente terreno é evolução e para tanto será preciso que a forma como você vê o seu próximo, seja negativamente ou com idolatria, sejam revisadas. A intimidade não deveria permitir tantos dissabores, deveria permitir respeito. Se você não recebeu da família o que buscava, trate de fazer a jornada a partir de si mesmo. Compreenda que os seus, além do vínculo consanguíneo, são também do mundo. Seres humanos com capacidades, evoluções, gostos e escolhas divergentes em algumas vezes, mas compreensíveis em quase todas. Quando você se eleva acima das projeções, das mágoas, da ignorância, do caos e também das simpatias e preferências, poderá ver seu familiar como um ser humano, que com suas dores, suas qualidades, existe alguém que também luta, a seu modo, contra o sofrimento. Que o coração compassivo possa trazer liberação e perdão dos que sabem que alguém pode estar apenas precisando de seu olhar diferente. O ciclo termina quando alguém se conscientiza. Assim, as arestas são aparadas. Lindo dia!

