Por Débora Evangelista
A vingança sempre chega cheia de emoção e motivos. A vingança é partidária, divide a vida entre os bons e os ruins, entre os certos e os errados. A vingança chega a ser quase tola, pois ela se usa de recursos e prerrogativas muito densas e de ordem pessoal, mesmo que travestidas de coletivas. Já a justiça, não se debruça nestes superlativos. A justiça é. Em especial, a justiça divina. E se todos soubéssemos que ela é divina, evitaríamos rir com a má sorte do outro,ou torcer para que o outro se dê muito mal, mesmo que este outro não valha nada, mesmo que a sede de vingança seja justificada. O que vemos, sempre, é apenas uma parte da vida, uma partícula de uma existência. A consciência sobre as dimensões mais sutis começa quando você deixa de vingar, mas segue sua jornada em conexão com a lei divina, sem se impressionar com os fenômenos que passam na sua tela mental ou naquilo que você denomina de realidade. Na linha do tempo coletiva e humana, vilões e mocinhos se intercambiam em atos nobres e atos vis. Como sair desta roda de ação e reação? Criando novas maneiras de ver o mundo, usando a compaixão, usando a linha ao invés da tesoura. Deixe que os vis se entendam com os vis, não propague ódio ou ressentimento, permita que sua via seja a da virtude. Crie novas realidades, empenhe-se na compreensão inteligente das leis espirituais e inspire-se. Lindo dia!

