Por Débora Evangelista
A impermanência nos toca todos os dias com sua sutil presença. O tempo todo as coisas se reorganizam como se buscassem sempre o perfeito. Nem sempre é cômodo, mas se você observar, é sempre inteligente, um tempo de integrar as coisas de forma diferente. É vento que leva tudo, é o mar que apaga as pegadas na areia, são as estações que se alternam e de repente se faz frio em tempo de Verão, e se faz Verão em tempo de frio. A impermanência é mistério que constrói e descontrói todas as pretenciosas certezas, trazendo outras mais pertinentes ao tempo presente. Saber observar e fluir na impermanência é o desafio de cada um de nós. Permanecer o tempo necessário, construir e depois deixar ir para então retornar em outra forma, em outro momento. Ter certezas despretensiosas, estar aberto para outras possibilidades. Fluir no impermanente é cultivar a confiança de que a vida é um belo processo de transformação. Lindo dia!

