Por Débora Evangelista
Se os compilados de seus aprendizados ainda não permitem que você desfrute de paz e confiança, talvez seja importante revisar suas condutas e padrões. Pode ser que algum fulcro, algum trauma esteja no inconsciente se manifestando como cisão e desconexão. Este tipo de sombra nem sempre é de imediato reconhecido. Algumas vezes estes sintomas se arrastam por muito tempo como um tipo de destino, algo que se repete ao longo das experiências como uma incapacidade ou fardo. É importante frisar aqui que este estado de inevitabilidade das circunstâncias projetadas sobre você precisa ser visitado sob a luz de uma visão que o perceba como um ser multidimensional e que possa o auxiliar no trazer à tona estes conteúdos soterrados caso sejam identificados como a causa do que você reconhece como “problemas”. Estes são delicados momentos de vida onde o processo terapêutico precisa ser conduzido com ajuda profissional e com o seu compromisso em entregar-se a este processo tão importante. Se não houver a sua adesão a esta oportunidade possivelmente não haverá mudanças significativas. O conhecimento sobre si mesmo não se encontra nas prateleiras onde você pode apenas comprar cápsulas de felicidade, de saúde ou de perdão. O autoconhecimento exige um processo continuado que não termina em um insight fugidio ou em um curso de fim de semana. Ele se estende além dos momentos da sessão com seu terapeuta e se expande para muito além de qualquer tipo de alta. O autoconhecimento propicia um tipo de pensar e de agir onde você tem autonomia para compreender seus processos, estabelecer conexões saudáveis e trabalhar com coragem as suas feridas e aquilo que emerge como aprendizado em sua vida em tempo real. Valorize sua estada em ambiente terreno, assuma a sua condição de ser capaz e merecedor. Nem sempre é destino. Lindo dia!

