Por Débora Evangelista
Onde falta consciência, falta beleza. E a beleza a que me refiro aqui não é apenas a estética, mas a presença da ética que torna qualquer expressão algo em harmonia com a sua própria essência. Vivemos um contemplar de cenários de extremo mau gosto, de vilezas, de violência e barbáries que não se justificam enquanto modernidade ou liberdade, mas que retratam uma desagregação do ser humano. E o desagregar acontece em um processo conhecido como uma perda da alma. E isto não é apenas religioso, mas tem origem na falta de religiosidade como consciência do fraterno, no sentido do trabalho de re-ligar do ser humano ao seu princípio divino, no compartilhar de virtudes, na formação de uma ambiência onde o bem não seja considerado defeito, onde o respeito seja a linha delineadora das expressões. Na construção da sociedade há uma hierarquia de expressões que provocam um ordenamento sistêmico. O que vemos atualmente é uma cisão entre os princípios de direitos pessoais e os deveres para com a manutenção do status coletivo. Trata-se de uma quebra de paradigmas nunca vista antes, justamente porque a forma como está sendo vivenciada não é transformadora, mas destruidora. O mundo parece estar sofrendo de uma patologia autoimune. Os cenários que se apresentam não são sobre evolução ou modernidade. A tecnologia oferece um falso poder desconectando o homem de si mesmo. Mas ela não é a vilã. A responsabilidade está em quem a manipula ou é manipulado por ela. O moderno não pode ser tosco, ao menos não deveria. A reconexão com o bem, o bom e o belo são matéria urgente a ser retomada, vivida e expandida. Compreender o seu papel no contexto histórico atual é importante. Não perca sua conexão! A vida é beleza e perfeição. Lindo dia!
Débora Evangelista é uma terapeuta holística com mais de 30 anos de atuação, que une tradição, sabedoria e espiritualidade em um processo profundo e individualizado de desenvolvimento humano. Agende sua consulta: 55 (019) 99762.0846.

